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Deixamos Bratislava pela manhã, a primeira paragem foi em Trnava, apelidada a Roma Eslovaca pelas suas muitas e grandiosas igrejas, o principal centro eclesiástico Húngaro, onde em 1635 seria fundada a 1ª.universidade em território Eslovaco; depois de um café numa esplanada com vista para alguns dos monumentos e das habituais visitas às igrejas (das poucas que estavam abertas ou onde não decorria culto), seguímos para Piest’any, famosa pelos Spas de águas termais sulfurosas (comparáveis às potentes bombas de mau cheiro que fazia nos meus tempos de liceu), nomeadamente num banco do rio Vah (o maior rio nacional) o imponente hotel Palácio Thermia, uma excelente relíquia de Arte Nova.
Seguímos para Trencín onde fizémos uma visita sumário ao castelo Beckov; estávamos fartos de pagar estacionamentos e de preços algo altos para as visitas, para além de que não nos convinha esperar pela hora da visita guiada, partímos no meio de uma chuvada para Trencianske Teplice, outra vila dedicada aos Spas, onde tentámos, em vão, encontrar e visitar os banhos Mouros. O facto de ninguém falar inglês não ajudaria nada !
Na direcção das montanhas Malá Fatra dormimos perto de Zilina, no dia seguinte iríamos até Terchová (nada de especial para visitar, apesar de um pequeno monumento ao Robin Hood local, Juraj Jánosik que tomou parte na rebelião anti-Habsburgo e teve que passar à clandestinidade), percorreríamos o vale de Vrátna onde não visitámos a Chata Vrátna pois os meios mecânicos estavam desactivados, visitaríamos Stefanová, tentaríamos chegar a pé pela montanha ao hotel Diery (junto a Terchová) e depois voltaríamos pelo mesmo caminho para recuperar o carro; uma forte e persistente chuvada obrigou-nos já depois de termos percorrido mais de metade do caminho a voltar para trás e almoçar em Stefanová, completamente encharcados. Mais tarde já no hotel Diery recuperámos, limpámos a muita lama das botas e tomaríamos uma excelente refeição, onde pela 1ª.vez, conseguimos que nos servissem acompanhamentos diferentes daqueles indicados para os pratos escolhidos; na Eslováquia, todos os pratos têm a indicação precisa dos pesos dos alimentos, por exemplo, bifes de peru com puré de batata - 150/350g e se indica puré é escusado pedir a sua substituição, até porque na maior parte das vezes os sinais de fumos são a solução para nos entenderem, não foi o caso neste hotel onde a recepcionista falava correctamente o inglês, para além de estar disponível para nos ajudar a pedir a comida.
Ao fim da tarde (não que fosse tarde, mas fora da época turística o horário de abertura dos monumentos é mais curto) visitámos o belíssimo castelo de Orava (Oravský hrad), sem mais turistas, com uma guia trabalhadora/estudante, muito profissional e simpática que nos acompanhou numa demorada visita onde falámos da realidade social da Eslováquia em inglês e quando faltavam as palavras puxávamos do castelhano; um castelo do sec. XIII “incrustado” num promontório rochoso, 100m acima do rio, onde no passado os regentes Húngaros resistiam a numerosos ataques, enquanto controlavam a importante rota comercial com a Polónia.
Nesta zona também veríamos a igreja de madeira de Istebne; mais tarde descobriríamos que estavam todas fechadas e que eventualmente teríamos que telefonar e pedir aos padres que as abrissem para uma visita, isto no caso de lhes apetecer, de entenderem inglês e de eu ter verba para muitas chamadas em roaming ...
Seguímos na direcção de Liptovský Mikulás mas por espectaculares estradas de montanha, por meio de florestas alagadas; passámos por uma vila Spa no meio de nada, bordeámos o grande lago da barragem de Liptovská Mara, uma lindíssima massa de água, bebendo nas suas margens o expresso mais decente de toda a viagem num serviço que lembrava os das bonecas - uma pequena bandeja em aço, onde colocaram uma mini chávena, uma mini leiteirinha, um mini copo de água com gás, um pequeno açucareiro com açúcar em cristais. Em Liptovský Mikulás tentei obter indicações para aceder à gruta de gelo numa bomba da Shell, onde fui envolvido por uma massa de louras esculturais, que me fez pensar se estaria na residência de Hugh Hefner, foi memorável, mas nenhuma falava inglês, pelo que acabei por ligar o GPS e procurar a direcção pretendida.
Almoçámos num excelente hotel Spa na dolina Demanovská, onde finalmente consegui comer carne grelhada e depois na subida para a entrada da gruta de gelo Demanovská (que não era a que queríamos visitar, mas dado a falta de tempo e incompreensão do idioma foi o que aconteceu) fizémos a digestão do apressado almoço e sobrevivemos. A visita teria sido interessante se o grupo não fosse enorme, as explicações dadas em Eslovaco e formato de injecção intramuscular; conseguimos a meio do percurso falar com a guia e pedir que nos fizesse uns resumos em inglês.
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