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”CAMPO BASE” JUNTO À TERRUGEM (Monte do Vale)
Um fim de semana, foi o tempo dedicado a esta viagem por este país; o português continua a “descobrir” o estrangeiro, pelo que salvaguardando ‘locais de culto’ e épocas festivas, pode-se dizer, que para além dos locais (indígenas ...), somos praticamente os únicos utentes (vocábulo em voga na propaganda política) a circular por esse interior; evidentemente, que não estando longe da fronteira (e mesmo que estivéssemos ...), naqueles restaurantes especiais, a língua que se ouve falar é o castelhano, baixinho e suave, por isso impõe-se reservar previamente mesa!
Saindo da autoestrada, que se dirige para Badajoz, na zona de Borba é essencial visitar Vila Viçosa, pela história, pelos monumentos, em especial o palácio ducal (mesmo que esteja sol cá fora a temperatura lá dentro é bastante baixa, impõe-se o uso de agasalhos), depois, ainda geladinhos, convirá carregar as baterias à mesa do restaurante A Maria, no Alandroal, não é barato, mas todos os euros investidos são justificados (não sei é se será compatível com o pacote FMI/BCE, mas clientes terão sempre, espanhóis, claro), o castelo está logo ao lado e permitir-nos-á fazer aquele exercício que possibilitará dobrarmo-nos para entrar no carro e seguir viagem.
Dada a proximidade, merece a pena visitar Jeromenha e o seu castelo sobranceiro ao rio Guadiana; para pernoitar, como habitual, depois de umas estradas secundárias estreitas, um caminho de terra batida de alguns Kms até ao Monte do Vale; na propriedade podem-se dar alguns passeios a pé, tendo em conta que existem cercas electrificadas por causa do gado e que as vacas, não são todas vacas, que para além disso têm cornos.
No dia seguinte impunha-se uma visita a Elvas e aos seus monumentos militares, encher o depósito de gasolina em Badajoz (os vigaristas deste país que vão roubar a mãe deles ...), visitar um excelente canil de rafeiros alentejanos, visitar as ruínas da ponte de Olivença, bem como Olivenza, continuar com o culto do bem aconchegar o estômago, desta feita, em Vila Fernando, na taberna do Adro; já não tivemos tempo para comer o barbo ou a carpa assada, depois dos almoços, não restava espaço para um jantar convencional, sopa e pouco mais, até olhavam para nós com ar de pena, como quem pensa - coitadinhos.
Na Terrugem são tratadas peles e vendidos os mais diversos artigos com elas relacionadas, o calçado é feito em Espanha, mas com o material nacional. Estando por estes lados também foi interessante visitar a barragem do Caia quando o sol descia no horizonte (perto de Campo Maior) e regressar à Terrugem, sem voltar a Elvas navegação por GPS, utilizando estradas estreitas mas excelentes, através desse belíssimo Alentejo.
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