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No dia em que finalmente abandonámos o estranho hotel de montanha rumámos para Leste. Percorremos o denominado país do Spis, sendo a primeira paragem em Kezmarok, com as suas igrejas e o seu castelo. Seguiu-se Levoca, uma cidade dentro de muros, com um centro histórico cheio de monumentos a visitar, estacionando na espaçosa praça - námestie Majstra Pavla (sem pagar); visitaríamos o museu de escultor Paulo (especialmente arte sacra), os Paços do Concelho, a igreja de São Jaime, vimos a “gaiola da vergonha” (onde os mal comportados ficavam em exposição pública) e a casa de Thurzo. Por lá almoçámos no restaurante de um hotel, uma cave transformada em gruta (um pouco claustrofóbica, mas com um excelente serviço e comida.
Paragem seguinte Spisská Kapitula com uma impressionante vista sobre as ruínas do castelo de Spis (que não visitaríamos pois o tempo não o permitiu, para além do carro ter que ficar estacionado, carregado com todos os nossos pertences, no meio de uma comunidade de ciganos) e onde para além de um mosteiro e de uma série de outras instalações eclesiásticas visitaríamos a catedral de São Martinho.
Um pouco mais à frente e depois de atravessarmos mais uma comunidade cigana, habitando casas degradadas e alguns prédios quase em ruína da era comunista (monolitos com paredes em placas de cimento pré-moldado e que feitos para durar poucos anos, ainda insistem em manter-se de pé !), por detrás do castelo de Spís - Zehra, com a sua bonita igreja no topo de um pequeno monte.
Daí fomos directos a Bardejov onde ficaríamos alojados no excelente hotel Bellevue, no topo de um cabeço nos arredores desta cidade; uma excelente envolvente, as vistas sobre a cidade, a piscina coberta, o Wi-fi, as boas camas e quartos ... por que não as acompanhantes de um casamento que por lá decorria, sentia-se qualidade. Visitámos no dia seguinte o centro desta cidade com a lindíssima Radnica e a igreja de Santo Egídio, tendo subido à torre dos sinos, algo como 180 degraus por uma escada em caracol; aqui simpatizaram connosco e fizeram um desconto, ficando a autorização para tirar fotografias à borla.
Ainda passámos por Bardejovské Kúpele, mais uma cidade Spa com as suas águas termais, mas a chuva e a escuridão impediu-nos de a visitar em detalhe. Passaríamos por Svidník onde fotografámos material bélico da II Grande Guerra, zona que foi palco em 1944 de fortes e constantes ataques por parte da Wehrmacht que evitava a todo o custo a progressão do exercíto russo através da barreira natural que eram os Cárpatos. Daí iríamos até à fronteira com a Polónia “tropeçando” em mais material bélico, passando zonas palco de fortes batalhas, cemitérios, igrejas de madeira (em Ladomirová, Hunkovce e Nizný Komárnik), chovia torrencial e ininterruptamente, fotografias só com o meu grande guarda chuva aberto.
A vila destino deste dia de visitas seria Medzilaborce, terra natal de Andy Warhol onde a família Varhola lhe dedicou um museu e onde já não parámos tão fartos que estávamos da chuva. Daqui seguiríamos para Kosice, a 2ª. cidade da Eslováquia.
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