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De grande utilidade, o GPS, conduziu-nos até à City Residence, mesmo a 100m do centro da cidade, onde ficaríamos alojados, primeiro por uma noite, depois por 2 noites. Sentímos ter chegado outra vez à civilização, instalações ao nível do melhor da Europa, garrafa de vinho e cesto de boas vindas, excelente e enorme apartamento onde pela 1ª. vez entenderam o conceito cama de casal, mobiliário moderno de excelente bom gosto e qualidade, , toalhas de banho de tamanho normal, excelente casa de banho com banheira, equipamentos electrónicos modernos (televisão, DVD, rádio, ar condicionado), aquecimento central, farto pequeno almoço servido no apartamento, a massagista deslocava-se ao apartamento por um preço fora de série, distinto café no edifício, possibilidade de encomendar refeições fora, estacionamento privativo do outro lado da rua e claro está, talvez mesmo aquilo que faz a diferença, pessoal extremamente profissional, competente e simpático, falando inglês correctamente.
A cidade tem um imponente centro histórico ao longo de uma larga avenida, parcialmente cortada ao trânsito. Aqui comemos a refeição mis cara de toda a viagem, 78€ no restaurante os 12 Apóstolos, mas a comida era excelente, as sobremesas de igual nível, o vinho escolhido, do melhor que por lá se produz custou a módica quantia de 24€, também havia menús, mas não era esse o objectivo.
A chuva e o céu cinzentão não nos abandonava, o país estava alagado, por qualquer depressão ou declive passava um novo rio, ou transbordava o já existente, a gruta onde pretendiamos fazer uma visita de barco, lá para os lados de Rozanava (junto à fronteira com a Hungria) estava fechada, pois tinha alagado, restava-nos assim visitar o Oeste de Kosice e regressar a Bratislava onde nos esperava o transfer para o hotel em Viena, não sem antes dormir uma noite em Banská Stiavnica.
De Kosice rumámos a Jasov onde visitaríamos incógnitos o Premonstratský klástor (um mosteiro), em cuja igreja não entrámos porque decorria uma missa, mas visitámos os jardins e a estufa acompanhados por um simpático jardineiro. A paragem seguinte foi no castelo de Krásna Hôrka, uma das propriedades da poderosa família Andrássy, que visitámos com uma guia que só falava Eslovaco; cruzámos Roznava, dirigímo-nos a Betliar onde almoçámos na Penzión pri kastieli Betliar, mesmo ao lado da residência Andrássy rodeada por um vasto parque.
Daqui seguimos para Banska Stiavnica, onde dormiríamos no hotel Grand Matej, mesmo junto a uma série de monumentos. Tivemos pena de não termos mais tempo para visitar a zona detalhadamente; no dia seguinte uns penosos 200km de volta a Bratislava, verdadeiras auto-estradas nem vê-las, o trânsito mais do que muito, de todo o tipo de veículos, era impossível ultrapassar com a nossa carrinha Skoda 1.2 com o seu pequeno motor de alumínio de 3 cilindros enquanto tentávamos refrescar o carro com o seu fraquíssimo ar condicionado. No entanto, o carro cumpriria todas as solicitações, gastaria, claro, bastante gasolina, que por lá custava algo como 1,280€/litro.
Não se comeu mal em toda a viagem, os preços bem acessíveis, apesar de haver condições para algumas extravagâncias, em muitos casos havia um real esforço para nos entenderem; como amante do ar livre, existem zonas que gostaria de repetir, no que respeita aos monumentos acho que ficou tudo visto sem demasiado detalhe, o tour de 15 dias permitiu ter uma correcta noção do país, das suas diferentes realidades socio-económicas, das suas gentes, das suas belezas naturais, da sua longa história de sucessivas ocupações e disputa de poder entre os mais fortes impérios europeus.
Em Viena sentimo-nos de volta a casa - as belas geladarias na rua Maria Hilfer, os museus, os belíssimos restaurantes (a preços bem diferentes) ...
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