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Asturias 2011

Férias são férias, mas estes 16 dias anuais são o paraíso ! A aldeia, os amigos, as pessoas em geral, a montanha, as praias, a gastronomia, a relação qualidade/preço dos bens e serviços, o estar longe do mundo e tão ao lado dele, o partilhar de tudo isto num ambiente multinacional obriga-nos, na impossibilidade de aí vivermos, de momento, a nos deslocarmos ano após ano e experimentarmos o mesmo entusiasmo da 1ª. vez. Planos, sempre temos planos, mas o que fazemos decorre de mil factores e a cada momento refazem-se os planos e criam-se novos.
Os habituais convívios à volta da mesa foram cumpridos na íntegra, o almoço de Castellón (de la Plana) baseado num arroz caldoso de marisco ou numa paella de carnes com mariscos, entradinhas e vinhos da zona, o almoço português, à volta de um bacalhau no forno, seguido de uma bela sobremesa, não faltando os queijos e vinhos nacionais, o almoço em Pandébano, junto à cabana do Nicolás, constituído pelo menos por uma excelente fabada, o almoço inglês, na casa da Gill e do Adrian, a típica “beef and kidney pie”, acompanhada por puré de batata e legumes salteados, assistir ao “Certamen del Queso de Cabrales” e degustar o que por lá têm os participantes (este ano, melhor qualidade no geral), visitar o mercado medieval de Porrua, o jantar da “
Ruta’l Quesu y la Sidra”, a visita à “Aula de la Miel”, este ano, o jantar no restaurante/bar do camping de Arenas oferecido pela Michelle, que assumiu a sua exploração, a habitual prova de queijos do Pepe Bada, maturados na famosa Cueva El Teyedu, etc.
A montanha foi também uma parte essencial e bem doseada destas férias, já a praia foi esquecida ...

PONCEBOS-Aldeia de BULNES-PONCEBOS
Um passeio a não perder, sem dificuldade de maior, é só mesmo querer caminhar; já tínhamos descido algumas vezes por este desfiladeiro, desta vez subimos  e almoçámos na casa Guillermina (que ainda é quem cozinha apesar dos seus 94 anos, nem quer ninguém a ajudá-la). Mais tarde subiríamos um pouco mais e avistaríamos, como que por uma janela, o Picu Uriellu.de seguida voltaríamos, sempre a descer até Poncebos, onde estava o carro. Esta aldeia, antes isolada na montanha, agora tem um funicular, só tinha acesso através deste canal, por aí baixavam para ir à farmácia ou comprar qualquer outra coisa nomeadamente, para irem ao médico; não me parece que saúde seja por lá um problema, é frequente viverem até aos 100 anos, aliás, o ano passado morreu um habitante com 106 anos de idade!

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ALIVA (1.550m)-PEÑA VIEJA (2.613m)-ALIVA (7,5kmx2)
Chegámos a Aliva, não pelo lado de Fuente Dé e respectivo teleférico, mas por Sotres, só mesmo possível utilizando um 4x4 suficientemente alto. Como tinha positivamente “caído” da cama, a primeira hora de marcha sempre a subir foi penosa, depois até à Vueltona, seguindo um pouco mais para cima pelo caminho que segue por debaixo dos Horcados Rojos, virámos à direita e continuámos a subir até atingirmos uma passagem entre os diversos picos, ficando nós do lado de dentro de uma coroa rochosa, vendo-se à direita o Peña Vieja, o 3º. mais alto do maciço; parecia impossível atingir o cume sem escalar, mas a pouco e pouco lá chegaríamos. Quando atingimos o cume, sentámo-nos num exíguo espaço, sendo que do lado que subimos havia uma rampa com uns 500m encosta abaixo, do outro, o lado de Aliva, uns cerca de 1.000m a pique; lá descemos com cuidado pelo mesmo caminho, que a descida lógica para Aliva, seria pelo canal del Vidrio, especial para malucos! Antes de voltarmos ao carro, momentos refrescantes no refúgio/hotel de Aliva, as claras da ordem!

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ASIEGU-TEBRANDI-PUERTAS-ASIEGU
De Asiegu a Tebrandi existe um caminho bastante íngreme, que subiríamos logo pela manhã, para limpeza dos pulmões, daí daríamos uma volta larga pela esquerda até Puertas. Sentadinhos à sombra, tomaríamos as hidratantes claras e Coca-Colas acompanhadas por uma profusão de enchidos ibéricos (lomo, chouriço, cecina, etc.). Voltar foi bem mais simples, apesar da subida inicial debaixo de um sol bem quente, mas com o arvoredo, Asiegu aparecia rapidamente e terminaríamos tomando um belo chá com um belíssimo bolo de frutas, tipicamente inglês.

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ASIEGU-ARANGAS (7,5km até Arangas, 3km pela estrada até Arenas de Cabrales)
Já o ano passado estivemos tentados a percorrer este itinerário, este ano decidimos fazê-lo após almoço, dado que fácil, engano o nosso, o caminho perde bastante altitude, que depois é necessário voltar a ganhar e só muito perto de Carreña aparece a indicação, não de Arangas, mas de Alles; a partir daí grande subida e algumas zonas onde não é evidente por onde se deve seguir, aliás o que parecia lógico, não era o caminho a seguir. Um passeio muito agradável, quase sempre à sombra das árvores e com bonitas paisagens.

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SIMPLESMENTE ... PANDÉBANO
A 1ª. edição do almoço ibérico em Pandébano (o principal acesso ao picu Uriellu) e junto à cabana do Nicolás foi um sucesso total, de tal forma, que os “turistas” de Cascais e de Castellón pediram a repetição do evento; este ano, já contámos com uma “varanda” suportada por um belo muro de pedra onde colocaríamos a mesa, no próximo ano deixaremos os chapéus de sol de praia e montaremos uma espécie de toldo. Desta vez a ementa foi violenta, para além dos vinhos e entradinhas luso-valencianas, da sidra, continuaríamos as hostilidades atacando um grande tacho da típica fabada Asturiana, a que se seguiu igual tachada de cabritu e como vergonha não era muita, ainda se assaram umas costillas (pianos, na nossa terra),  umas salsichas e chouriços caseiros, umas espetadinhas de tâmaras com bacon; para sobremesa, uns excelentes bolos da pastelaria de Arenas - El Desquite, a que se seguiu um belo café de cafeteira, não esquecendo de referir a óptima e fresquíssima água das nascentes circundantes .  Infelizmente quando o sol iluminava o collado de Pandébano nos abraçava docemente, voltaríamos para Asiegu, onde nos visitaria o chef e dono do El Corral del Indianu (Arriondas), José Antonio Campoviejo, tendo depois degustado queijos espanhóis e portugueses com sidra e um belíssimo LBV da Taylors.

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